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Fórum destaca aumento da geração renovável

A Empresa Publicado em 18/09/2020

O potencial energético solar do Nordeste foi assunto explanado e discutido no I Fórum de Energia Solar do Sertão, realizado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), campus Pombal, na Paraíba, e transmitido pelo Youtube. O presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Fábio Alves, foi um dos palestrantes. 

O presidente da Chesf iniciou sua fala saudando os especialistas e autoridades locais e os diretores da Aneel André Pepitone: Sandoval Feitosa, e Efrain Cruz. Além disso, destacou a presença do superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa, José Bione e do coordenador do Planejamento Estratégico da Chesf, Benedito Parente.   

André Pepitone, diretor Geral da Aneel, falou da importância do evento, trazendo uma análise mais rica e densa sobre o setor elétrico e a produção de energia limpa e renovável. “O nosso país tem uma característica bem relevante, se destacando mundialmente, por sua geração limpa e renovável que chega a atingir 85% (maior percentual em hidráulica), atendendo nossa demanda por eletricidade com energia limpa, diferente das outras nações do mundo, cujo o potencial médio de atendimento é de 25%”. 

Em sua palestra, Fábio Alves chamou a atenção para as atuais transformações no setor elétrico mundial devido às questões tecnológicas e socioambientais, “o que tem pressionado a indústria elétrica no mundo para mudanças estruturais”.   

De acordo o presidente da Empresa, três fatores são determinantes neste contexto. Um deles são as energias renováveis de alta variabilidade, como é o caso da solar e eólica, que possuem um custo de instalação decrescente, tendo o chamado custo marginal de produção chegando praticamente a zero.  

Outro fator de transformação, destacado pelo palestrante, são as energias renováveis distribuídas - aquelas geradas por tecnologias acessíveis para as residências, como a solar - que podem ter placas instaladas nos telhados, em áreas rurais, em pequenas irrigações. “No Plano de Desenvolvimento Energético 2019/2029 estima-se que mais de 20% da expansão da matriz energética nacional será atendida por esse tipo de geração, mudando assim, a lógica física e distributiva, como também a lógica comercial”, afirma. 

Por fim, o terceiro fator são as medições e comunicações bidirecionais que geram uma malha de intercâmbio de troca de informações sobre a geração de forma automática.   

Fábio Alves falou ainda que no Brasil, a geração por hidrelétricas encontra, cada vez mais, dificuldades devido a fatores ambientais, econômicos e sociais, exigindo assim um aumento de outros tipos de geração renovável. “Essa nova realidade, traz para a Chesf também essa nova vocação. Ilustramos aí com os projetos do Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina (CRESP), em Pernambuco".   

O CRESP já traz pesquisas como os aerogeradores no solo, o armazenamento inteligente de energia, entre outros. Outro projeto, bastante promissor é a Planta Solar Flutuante, instalada no lago da usina de Sobradinho (BA). São mais de R$ 360 milhões em projetos de P&DI desenvolvidos nestes campos de energias renováveis.  

O Fórum foi promovido pelo Instituto do Semiárido Brasileiro (INSA), a EnergyC – plataforma de desenvolvimento de lideranças e projetos no setor energético e a APBSOLAR. O evento completo está gravado e disponível no canal do Instituto no Youtube (INSA MCTIC) pelo link:  https://www.youtube.com/watch?v=dY1QDbs0ofw.

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Fotos: Socorro Fernandes