Falta de licença adia novo leilão Segundo Tolmasquim, é fundamental obter a licença de São Manoel, maior hidrelétrica prevista para o leilão, de 700 MW, no rio Teles Pires, em Mato Grosso
O governo brasileiro deverá adiar mais uma vez o leilão de compra de energia para 2017 (A-5), previsto para agosto, devido à dificuldade de obter licença ambiental para as hidrelétricas que vão participar da oferta. De acordo com o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, ainda não foi concedida licença ambiental para os três principais empreendimentos previstos para a licitação: São Manoel, Sinop e Cachoeira Caldeirão. Segundo Tolmasquim, é fundamental obter a licença de São Manoel, maior hidrelétrica prevista para o leilão, de 700 MW, no rio Teles Pires, em Mato Grosso. O leilão A-5 era previsto para ser realizado em abril. Por falta de licença ambiental foi adiado para 16 de agosto e poderá ganhar nova data. "Caso não saiam as licenças, vamos ter que decidir se faremos um leilão sem hídricas ou se adiamos para o fim do ano", disse Tolmasquim. Energia solar O executivo informou ainda que entregará na próxima semana ao Ministério de Minas e Energia estudo sobre a energia solar, mostrando que em alguns Estados essa matriz já é competitiva. "Em algumas áreas, os painéis fotovoltaicos [que geram eletricidade a partir da luz] já competem com a energia convencional. Tem áreas em que já é economicamente interessante", afirmou, sem revelar quais seriam essas áreas.